Poesia dos Segundos
Sábado, Dezembro 13, 2008
 
acoplado, bloqueado, etc etc...

Que "firmeza" na excitação, cheirinho de novo e tudo, rururu. Viu, não há motivos pra me tacharem de "nariz pra cima" ora, eu nem o mostro. Estou ausente.
Estou ausente e não sei que horas retorno.
Mas estou sempre aqui oras, me procura tu, que me acharás. Achas pelo menos aquilo que procura. Não a mim, de um todo.
Eu sinto o diferente, em torno, um pouco perdido, por ora - quando esbarro - este volta com tudo, ai. De que adianta todo mundo robotizado?
Reclamo e reclamo: "Ah, mas eles são muito diferentes de mim, não dá certo".
Dá, eu redescobri que dá e é gostoso. A intensidade e o tempo que isso acontece são outros quinhentos, mas isso tudo depende de quem estamos falando (ai ai ai...) Nos parágrafos mais próximos, realmente, não falei de ninguém, mas ah... há de quem falar.
E o que me causa um pequeno esbarrão nas pessoas! Venho escrever e tudo. Tudo mesmo! Cheguei em casa contando alto a todo mundo e todo mundo pelo menos fingiu ouvir. Vim no pique e assim escrevo. Tá tudo meio torcido, tudo incertinho e tal... Fujo daqui, apareço dali... Mas quando acontem essas coisas pequenas, esses encontros inesperados, renasce algo em mim, a esperança (ou sei lá do que chamar)

Encontrinhos encontrões, macacos me mordam se estou errada, mas eu era feliz e até sabia, hoje eu sou feliz e sei também. Caraco, ainda vem me dizer que viver é perigoso - Amar, odiar, ser indiferente também é... a abstração da vida também é perigosa (vou comprar uma moto, criei coragem) -. Caralho, se eu choro que nem uma louca e ainda digo que sou feliz; se tem gente sem braço, sem casa, sem amor, sem sanidade, sem últero, que tá aí achando que é feliz (não estou questionando isso) o perigo da vida "nem pega nada".

...hunft, Janeiro será legal. #


A maçã no escuro ( 2:23 PM ) | 0x


Sexta-feira, Dezembro 12, 2008
 
sem forças: morais, psíquicas, éticas para concluir algum raciocínio, tomar alguma decisão, tomar uma posição.

eu e o nada. #


A maçã no escuro ( 10:21 PM ) | 0x
 
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nena te amo muito :] nenem

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A maçã no escuro ( 9:23 PM ) | 0x


Quarta-feira, Novembro 26, 2008
 
Tudo muito velho

Eu me recluso e me recuso a participar de tudo isso. Fico estou ficando ausente ausente... Vou ficar mais ainda é o que consta. E eu que só sinto falta do depois e os errinhos que me consomem parece que não existe ninguém certo e honesto. Merda. Faz tempo que não sinto ânimo, de verdade #


A maçã no escuro ( 12:19 AM ) | 0x


Domingo, Novembro 23, 2008
 
manifestodoteatroessencial

Irati. Ir a ti. Pequena cidade do sul do Brasil onde nasci. Parece uma bacia, se diz. Parece sim, com aquelas montanhas ao redor do vale onde estão as casas. Da minha, eu via os campos de trigo lá longe e pensava: deve haver algo a mais, além daqui.

Senti o mesmo com o melhor teatro que encontrei. Pensava: deve haver mais, além. E tem. O a mais é o que está sempre vindo. Dentro desta disposição dialética me sinto livre.

O que me encanta no teatro é esta possibilidade de escolher. Assim, escolho para mim o Teatro Essencial. E o estabeleço como meu. Aquele teatro que tenha o mínimo possível de efeitos, o mínimo. E que contenha a máxima teatralidade em si próprio. Que na figura do humano no palco se realize uma alquimia única: aquela em que a realidade da representação (da reapresentação) é mais vibrante que o próprio tempo cronológico. Que critique esse tempo, que revele esse tempo. Que nesse fim de século o teatro possa reafirmar o sentido essencial como bem mais evidente que matéria descartável. Quero trocar a fantasia da composição teatral pela presença viva do ator. Acredito na relação de nova realidade que se faz na força da presença viva do ator, engajado na história com suas idiossincrasias, sem recursos do fabricado, limpidamente como água na fonte. Os valores do palco muitas vezes estão povoados de valores de bastidor, de camarim. Quero o palco nu. Os figurinos, cenários e discursos radiofônicos muits vezes acoplam parasitárias imagens no ator. Não quero decoração.

Quero no seco. Com raiva decreto o fim do excesso. A pirotecnia mente. Quero sinceridade.

No lixo o broche. No palco o peito.

O ritmo e o espaço em si trazem diagramas teatrais vertentes de riqueza. Cervantes e a palavra, Beethoven e a nota, o teatro e o ator... De Irati a Londres, Pequim, Zurique, Nova Iorque, Nova Delhi, permanece a idéia dos campos de trigo. Em qualquer lugar eu os vejo no horizonte me provocando o pensamento: deve haver mais, além.

Como atriz, diretora, autora, minha preocupação sempre é o poder, as injustiças sociais, os comportamentos padronizados, a estética e a ética rançosa do sistema patriarcal capitalista.

Cada vez mais estou menos interessada nos movimentos microcósmicos da sociedade. Cada vez menos cultivo ídolos. Cada vez menos acredito no best-seller. O senso comum está desmistificado no Brasil que pára para ver novela. Que elege seus mitos com os mesmos parâmetros com que reclama, invariável e passivamente, do governo. Essa sociedade que se protege no útero do padrão. Cada vez mais estou mais anarquista. Cada vez mais rio dos políticos (dos de profissão e dos de atuação). Cada vez mais me salvo pelo caminho pessoal, individual, único. Aos meus ex-alunos sempre digo, se me perguntam o que fazer: inventem, porque os princípios estão rangendo, há algo de podre em todos os lugares. Trabalho pelas gerações que virão, não tenho a menor crença no resultado imediato. Mas sei que o Teatro Essencial altera algumas bases do nosso teatro. Já não fico bêbada com o sucesso. Apenas mais científica sobre as platéias. Nem as conquistas de mídia me seduzem. Não me delicio com o deslumbre. Quero uma organização mais limpa da comunicação. Que se respire menos barrocamente nesta área.

Odeio a maior parte das regras de nossa organização social. Considero antivida, com cheiro de mofo, todos os cânones comportamentais, o gosto da estética burguesa, a despersonalização de colonizado. A morna atitude de nossa nação mediocriza nossa experiência vital. Aí nossa cultura reflete esse cômodo respirar consumista, essa falta de diversidade. Esse pequeno clube de interior, que é nosso ambiente cultural, se ressente. Ser artista aqui exige que se enfrente o solitário desejo pessoal de mudar, de inventar, de renovar. Quanto ao mercado, sobreviver dentro dele já é outra perspectiva. Igual a qualquer outro mercado. Acrescido do abandono do que seja arte numa Republiqueta.

O teatro como estava em 1977 no Brasil era pouco. Londres sugeria, e realmente lá estava: gestual detrás do canal da Mancha. Na Fitzroy Square, em um curso. Tudo muito tradicional, sem participação crítica do artista. Discordei. Criei meu próprio espetáculo solo, o primeiro.

Volto de lá em 1980, após três anos. Volto mãe. Meus filhos, como eles me revelam! Com eles não posso fugir da vida. Impossível pela própria natureza. Os dois, em separado, são tão diferentes. Durante minhas gestações eu mergulhei inteiramente no processo psicológico e biológico que acontecia comigo. Criar uma criança é um trabalho social, não se educa para ser sua. Assume-se a responsabilidade na medida em que houve uma escolha disso, mas deveria ser dividido com a sociedade. de outra maneira as gerações alimentam egocentrismos, possessividades. Quando se cuida de uma criança não é simplesmente um botão que se aciona, mas todo um complexo de arquétipos se reorganiza. É por isso que eu vejo maternidade como fonte de extrema força modificante, poderosa. Digo também que não vejo o parto como sofrimento mas como supremo momento de integração com a natureza, que pode desenvolver uma atitude permanentemente voltada ao sagrado, ao poder criador. Se a mulher puder dar direções à sua gravidez, parto e exercício de sua maternidade, então ela é revolucionária.

Minhas relações ficaram mais básicas depois de mãe. O jeito com que conduzo minha vida mudou. Tenho muito mais respeito e doçura por mim mesma. Redescobri a fraternidade.

Minha irmã, com quem tenho um diálogo primitivo: conhecemos batom juntas, vimos tevê pela primeira vez juntas. Fomos internas num colégio e sentimos lá a ausência dos pais, juntas. Uma cumplicidade de vida. É o que se chama família. Família deve ter, a meu ver, como função a oportunidade de experiências comuns e da equalização disto. Me sinto muito amada pela minha irmã. Quando a vejo, ponho roupa limpa e me perfumo.

Não dispenso a chance de manifestar-me na expansão do meu feminino, que é peculiar, que é único. Meu trabalho é o de uma mulher no século XX. Como não ser especial? Não, não dispenso meu trilho do feminino. Temos toda a História sendo escrita. Somos nova, frescas e fortes.

Não esqueço a miséria do Brasil, da miséria latina. A miséria do não-pão, da miséria do egoísmo, a miséria dos ideais, a miséria cultural, a miséria televisiva, a miséria das relações humanas, a miséria da saúde, a miséria dos sonhos, a miséria da loteria, a miséria dos enganos, dos remédios, do desespero, da solidão. A tragédia brasileira. Os cambodjas cotidianos nos hospitais do Brasil. As chernobylls escorrendo das favelas, nos trens da Central. O heroísmo largando a capa e a espada, saltando para a página documentária. Olho no olho da pobreza, cheiro de sujeira e fome, muita fome, em todas as classes do Brasil. De pão com vitamina, do faisão de uma boa música. Fome e ecologia gritam nas escadaria do palácio do Planalto, inutilmente. Gritam na História. Artista tem ouvido de tuberculoso. Político é sadio. As pessoas pensantes, não as que não gostam de pensar, mas as que saboreiam o cérebro e acariciam a alma, estão muito preocupadas. Com o vírus, com o fim. Tudo está muito urgente agora. Os valores se atropelam. Há muitos espetáculos de teatro que olho e penso: mas isso é pré-Aids, agora não é mais assim.

Em abril de 1986, no Festival Internacional de Teatro de Montevidéu, fui convidada por Ellen Stewart, diretora do La MaMa, para me apresentar em seu teatro, em Nova Iorque. Na mesma ocasião ganhei uma bolsa de estudos concedida pela Fundação Fullbright. As datas coincidiriam: entre dezembro de1986 a março de 1987. Os estudos que faria lá, abandonei logo no início. Constatei que minha experiência dentro do teatro não teria nada a ser acrescentada ali. Mas eu estava de certa forma em situação privilegiada. Tinha uma bolsa que me sustentava em Nova Iorque, era hópede do La Mama, meu telefone pessoal tocava inaudível em São Paulo, o desanimador contexto de meu país não me atingia naquele inverno, meus filhos estavam cheios de saúde e me deixaram em Nova Iorque para desfrutar calorosas férias no Rio de Janeiro com o pai, e nenhuma indesejável visita ultrapassava minha porta - o isolamento perfeito para a elaboração de um trabalho. Nada me distrairia do meu próprio repertório de expectativas, de instrumentalização, de prazer. Além de tudo tinha temporada marcada para dali a dois meses em uma das salas mais disputadas no mundo da vanguarda teatral. Com direito a toda infra-estrutura de um lançamento em metrópole. Por enquanto não sabia o que eu ia apresentar, em minha estréia nos Estados Unidos. Acompanhada de um monitor e de uma câmera de vídeo, investiguei-me durante intermináveis exercícios cênicos. Apareceu urgente então uma espera de muito tempo por duas rainhas: Mary Stuart e Elizabeth I. A peça foi um sucesso.

Seguiu-se de convite para estréia anual de meus espetáculos em Nova Iorque. Tres outros solos seguiram-se e muitas temporadas internacionais. Prêmios para o trabalho e para a melhor representatividade de teatro brasileiro no exterior. Eu sempre volto ao Brasil. Quero a convivência diária dos meus filhos. Estamos tentando permanecer na pátria.

Minha idade é massa, minha idade é bela. Nela não se é mais predicado nem sujeito. A gente vira verbo de si própria. A gente vira agente.

Que bom que não fiz nenhum festival da canção antes. Estou mais apta hoje, para os inimigos. Me sinto mais categorizada com a raiva sem fim que trago contra a banalização, o superficial. Me sinto geração eleita ser a última de meia-idade deste século redondo, o vinte. Para nós reservou-se o pior. Por isso fomos tão violentamente treinados em nossa juventude precoce. Convivi muito com o suicídio mental para despertar hoje os princípios da sobrevivência com know-how. Escolher e alimentá-los. A ilusão morreu nos primeiros vagidos do sucesso. Depois recolhemos a placenta e a comemos como vaca. Amamentou-se o feto. Deu no que deu: maturidade. Aceito o fim do meu século como presente de poderosos: somente kharmas autônomos o enfrentarão com criatividade e vitalidade. A verdade hoje assumiu-se como passaporte para o século XXI. Me lembro de um dia, nos anos 60, em que escrevi: "O astronauta americano hoje pousou na lua. O monopólio estendeu-se pelo universo".

Hoje, duas décadas de guerras, me considero vitoriosa na resistência, com uma família bem especial, um teatro pessoal e absurdamente feliz.

Londres, Pequim, Zurique, Nova Iorque, Nova Delhi, Rio. Feito égua selvagem, me recuso a sair do pasto de Irati. É de lá que vejo os campos de trigo.


Denise Stoklos e o seu surpreendente Teatro Essencial

por favor: http://www.denisestoklos.com.br/ #


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Sábado, Novembro 22, 2008
 
"Você não o ama, você ama a idéia de o amar"

Reler essa frase que ouvi e matutou no meu conciente durante os últimos anos do ensino médio me faz refletir (mais uma vez) a minha situação nessa questão de "amor".
Primeiro, preciso desabafar o quanto a filosofia é uma ciência cruel para nós apaixonados. Desde o momento em que ela faz alusão de o amor ser um sentimento como qualquer outro e, portanto, algo passageiro, até o momento em que ela afirma que tudo é ilusão - e é nesse momento que temos aquele sentimento de querer jogar tudo pro alto, já que tudo não passa de mera fantasia - transborda.
O que mais me incomoda no amor é o egoísmo que todos nós "pseudo-seres racionais" abrigamos diante das extensões do mesmo. Extensões como: lealdade e fidelidade.
O que eu tento e exijo de um parceiro (irmão, namorado, tio...) é a lealdade, talvez ela seja a forma mais branda para que possamos lidar com esse sentimento tão complexo e tão simples. Pois, ao meu ver, é apenas nos casos de "amor cego" em que a fidelidade consegue aparecer sem a comum aliada hipocrisia. A lealdade traz a cumplicidade e o crescimento para ambas as partes de um relacionamento, mas admito, é algo difícil de aceitar e de impor.

No fundo (fuuuuuuuuuuuundo), eu só gostaria de que as coisas não se repetissem. Não acabasse tudo por ser tão igual e tão cegamente errado. Tudo tão cegamente egoísta, hipócrita, bobo, normal... se fosse pra passar pelas mesmas coisas eu prefiria não estar vivendo isso tudo de novo, já que é tão difícil digerir o lado amargo de situações como essas. E por mais que eu tenha vontade de matar a existência de tudo isso, em certos momentos, não o faço pois eu faria pra machucar e me dar por vencida. Porém, eu sairia derrotada. É tudo um jogo?

Ler isso que acabei de escrever dá pra perceber o quanto irracional estou (nos tornamos) diante do amor... Mas que se foda, se foda tudo mesmo. (Não há racionalidade digna de ponto final para esse "pensar em voz alta")


A dualidade duana, ?, sentida digerida pensada vivida meio diante confusa medrosa repelente a tal situação certa vez confunde mas se perde na memória.

Minha loucura impulsiva só não é tão forte pelo fato de minha memória ser tão aleatória.

Você o ama, você não ama a idéia de o amar?


Já não sei mais.

tenho alguém que vale mais do meu lado ponto #


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Sexta-feira, Novembro 21, 2008
 


"I have a dream..." - Martin Luther King.

Eu tenho um sonho de que, um dia, (...) os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos senhores de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho de que, um dia, até mesmo o estado de Mississipi, um estado sufocado pelo calor da injustiça, será transformado num oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho de que meus quatro filhinhos, um dia, viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele e sim pelo conteúdo de seu caráter.

Quando deixarmos soar a liberdade, quando a deixarmos soar em cada povoação e em cada lugarejo, em cada estado e em cada cidade, poderemos acelerar o advento daquele dia em que todos os filhos de Deus, homens negros e homens brancos, judeus e cristãos, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar (...) : " Livres, enfim. Livres, enfim. Agradecemos a Deus, todo poderoso, somos livres, enfim".

*tudo
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Quinta-feira, Novembro 20, 2008
 
Manifesto primeiro - pessoal

Eu me manifesto em receio, mas o faço e que assim seja. Peça, pode pedir. O manifesto, ele virá.

Descobri que não me adianta buscar valores superficiais e desejar que os mesmos expandam minhas idéias de modo que os outros se abalem e entendam os valores como não-valores e simplismente como "meio". Descobri que o valor pode não ser o "meio". Descobri que o valor pode ser simplismente valor.


Todas as interpretações superficiais perante ao que eu quero passar irritam (a mim). Irritam pois não há modos simples e diretos quando assim o quero para poder explicar esse "o que". Querer difícil, meramente fácil quando se acredita que todos possam entender do mesmo jeito que um dia consegui entender. Do que eu falo? Falo mais profundamente de mim, do meu profundo superficial. Em síntese, sou isso: uma profundeza superficial. [Sou profunda porque sou neurótica (penso demais) e superficial porque sou volúvel].

Em síntese,
não há ânimo em meus estímulos. Sou puxada pra ficar. Quero agir e não sei por onde. Tenho o que eu queria pra entender que não é o que eu quero. Tenho digerido a meta que um dia eu quis pra que fosse o meu "melhor" e, no entanto, essas sugam-me forças que me dariam paciência por ansiar coisas como as que um dia ansiei e tenho. Afinal, "qual é a minha"? Preciso trabalhar, preciso consumir, preciso sonhar sem ansiar, preciso ter paciência, preciso ter cautela, preciso ser menos intensa no que penso (no que faço), preciso estudar. Por que essa carga tão grande? Porque preciso. Como um dia precisei beijar e transar.

Ler, ler e ler desencadearam idéias, explicaram melhor o que um dia eu não tinha tão nítido em minha consciência e hoje (neste momento mesmo) penso que por mais que tenham sido estudos específicos/ prazerosos ao longo desse ano, me foram úteis. Pessoalmente, tenho as coisas mais claras e de algo serviu... Sei que é provável não ser dessa vez o meu ingresso na USP, porém eu não perdi o ano (o experimentei e repeti em certos casos). Ganhei!

"Ler, estudar, namorar". Não existe nada melhor. Mas o melhor me consome, me cobra. Me cobra o redor, me cobra o centro. Me cobra! A cobrança é horrível e a incerteza pior ainda.
Não, eu não quero que isso seja interpretado como reclamação. É apenas um esclarecimento, um por que do que estou sendo. Está difícil, não está ruim.

Eu queria, queria ter segurado a onda em alguns casos, ter sido mais firme em outros. O pior de tudo isso é acertar, mas não dividir a vitória. É ser apática exteriormente e explodir por dentro. Até quando? Mas não descarto o que está sendo de modo algum (há o que sugar em todos os casos). Enfim, não adiantará lamentar, mas como me deixa melhor, assim o faço. Digo também o quanto estou feliz.

Profundamente superficial com contradições sinceras e sentimentos políticos, perdão por tal. #


A maçã no escuro ( 11:56 PM ) | 0x


de antes:


Há, dentro de cada minúsculo momento - e dentro desse mesmo momento - momentos que devem ser prosados.

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